28 de março de 2011

O que é bonito?

Hoje eu não vou contar nenhuma historinha minha.
Só vou por essa musica linda, do lindo do Lenine. Acho que ela fala por si só.


O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça
O que é bonito...
É isso. Boa semana pra todos. o/

25 de março de 2011

O Fura Olho.

Pois é, eu tava aqui pensando sobre o que eu queria "conversar" hoje. Desde quarta que eu to meio dodózinha, gargata inflamada, rinite atacada, nada muito fora do normal, hoje já to melhorzinha, vim trabalhar, segunda eu estarei nova. =) Não, eu não vou falar sobre essas doenças e mazelas inerentes ao ser humano. Foi só pra constar.
Levando em consideração que hoje é sexta feira, e as pessoas estão mais relaxadas e afim de sair pra paquerar, pra curtir os amigos, pra tomar uma cerveja e celebrar essa semana que se encerra, pensei em abordar um assunto mais descontraído, um assunto que, acredito eu, todos devem ter um conhecimento o "Fura Olho". Ui!

Eu não me lembro de já ter furado o olho de nenhuma amiga minha, juro, se já rolou eu nunca soube que a menina era afim do cara, ou a guria não era minha amiga de fato. Porém já furaram o meu bem furadinho. =/ Ruim né? Foi sim, não quero entrar em detalhes, por que foi chato e já faz tempo. Aí o que fica me intrigando é assim, outro dia tava conversando com uns amigos, que me disseram que isso é frescura de mulher, por que entre homens esse tipo de treta dificilmente rola, (Acho bom frisar que eu estou falando sobre FURA OLHO não sobre CHIFRADA, CORNEADA. Por que nesse caso eu acho que o bixo pega pra todos os lados.) eles (os meus amigos) argumentaram que mulher tem mais frescura e se apega ao cara, mesmo que só tenham ficado e tal, e que homem num ta nem aí, por que ficar é só ficar e pronto, mas quando o cara sabe que rola algo mais, eles respeitam e não pegam o a mulher do amigo, enfim...

Eu digo, como mulher, com amigas mulheres que tenho (e amo!), não existe um pacto de silêncio, nem uma norma sobre isso, comigo sempre foi bem claro, a gente sabe quando a amiga ta de romancinho, quando ela ta afim mesmo do cara, mesmo que não seja recíproco, fica subentendido que aquele terreno ta proibido, mesmo que ela fique com outros caras, aquele não deve ser cobiçado. Já entre homens, Ai! Chega dá agonia, é terra de ninguém né minha gente?! Eu tenho amigos homens (também muito amados!), não sei se é por que as criaturas que eu arrumo como amigos, são diferentes dos caras que eu "quero pra mim" (também não sei se é bem assim! =P), mas as opiniões que eu já escutei sobre o assunto são bem claras, tipo "Ah! cara se fulano já pegou, não faz mal, não é namorada dele nem nada." Oi?! o.O
Aí eu tento me colocar no lugar dessa mulher, que tem mais de um amigo da mesma "tribo" querendo ficar com ela (ou ela querendo pegar mais de um da mesma turma), comofaz?? Ela vai pagar de "Bavária" (a cerveja dos amigos, lembra?!)? 
Claro que existem variantes fundamentais nessas histórias, tipo o tempo (de intervalo entre pegar um amigo e depois pegar o outro), e caso um dos envolvidos da história arrume o seu parzinho de meia, aí você fica automaticamente "livre" pra pegar quem quiser daquela turma. Bom pelo menos eu penso assim.
E aí?  Quero ler opniões sinceras sobre isso!  

Ps.: Eu ia citar uma situação recente, mas é tão recente que não da pra citar agora. E foi por essa história que to afim de saber um pouco mais das convenções masculinas sobre o assunto. =)
Beijos e um lindo fim de semana (SEM FURA OLHOS) pra todos!
 

22 de março de 2011

Pré conceito.

Gosto disso não, na moral.
Desde sempre que somos (pré) julgados onde chegamos,  por pessoas com as quais nunca nem trocamos um "oi". E aí eu digo, NÓS TAMBÉM PRÉ JULGAMOS, mesmo que sem querer; "Nossa por que ela vestindo aquilo?! Ridiculo.", "Ai quero ir não, acho que não vou gostar de lá, só deve ter gente chata.", "Quero nem ouvir, deve ser bizarro o som desse povo.", e por aí vai... (Cada um deve ter aquele exemplo que se identifica!)


Daí que, quando eu era criança/adolescente, tentando encontrar a minha identidade (não que eu já tenha encontrado), os "rótulos" que eu recebia das pessoas, antes delas me conhecerem, eram sempre baseados em nada (tipo em nada mesmo!), e não era bom depois de um tempo ouvir dessas pessoas coisas do tipo, "Ai tu tem uma cara tão feia que eu tinha medo de falar contigo" ou "É que tu não é feito a gente e tal, por isso que a gente nem falava contigo" ( ¬¬' ). É eu sempre fui assim, meio patinho feio. 
Quem me conhece hoje ainda diz que a minha cara não é das mais simpáticas (mas eu juro que me esforço, eu tenho essa cara amarrada mesmo, paciência!), mas logo descobrem que eu posso ser mais chata do que aparento. ( =D ) Não, falando sério agora, é muito chato isso, não é não? É por isso que hoje em dia eu tenho sido defensora da ideia de não pré julgar ninguém. 


Tenho passado por uma situação lá na faculdade de geral falar mal de uma professora, no começo fiquei meio receosa de que essa mulher fosse a bruxa que tão me dizendo (não sou advogada do diabo não, longe de mim!), mas pra mim, ela tem sido uma pessoa bacana, sério uma pessoa que tá se esforçando para cumprir o seu dever como professora, como orientadora, como alguém com mais experiência que qualquer um de nós, jovens graduandos. Foi por causa dessa situação que me deu vontade de falar sobre isso hoje.


Já fui mais assim, preconceituosa com tudo e todos, mas to aprendendo a conviver com tudo e todos  respeitando suas diferenças e variações, e tentando extrair as vantagens de se conhecer um pouco de tudo e de todos. Acho que todo mundo já deve ter sentido na pele, como é chato não ser bem aceito, e nem entender por que isso aconteceu, assim como também acho que todo mundo já deve ter feito isso com alguém, mesmo que sem a intenção de ofender o próximo.


Eu até tenho outras situações que poderia citar sobre esse assunto, afinal eu sou mulher, nordestina, morei só (com rapazes), estudo design (ainda sou graduanda com muito orgulho! Por que tem Doutor que acha que isso é ser um nada!!), já fui apontada como gay (não sou, e de verdade amo os amigos gays que tenho!), já fui "menina de igreja", enfim... Acho que deu pra desabafar essa miudeza que nos cerca, e que hoje tava me agoniando.


Beijos, e me desculpem o texto longo. 

20 de março de 2011

No Calor!

Bom, de fato esse blog andou bem abandonado, mas não foi a toa, e MUITA coisa mudou...
E acho que o que mais merece destaque é o fato de eu estar "mostrando a cara", literalmente, estou me identificando (com fotinha no perfil e tudo!). 
Por que isso agora? Bom, fiquei com vontade, acho que não tenho nada a esconder de ninguém, e as minhas opiniões foram sempre muito explicitas para os que me cercam, é claro que não vou expor ninguém, assim como já tenho feito, apenas quem concordar, claro!


Vou tentar me controlar para não escrever muito e os posts ficarem cansativos, ou não! Ou eu vou escrever o quanto eu quiser para expor as miudezas que me angustiam! (Mulher louca!) =]


Agora que já dei uma contextualizadinha, vou ao post em sí:

Eu já não estou mais naquela cidade fria, e distante da minha família, voltei ao calor dos meus, e põe CALOR nisso, a minha cidade é quente, muito quente! (Em todos os aspectos que vierem a sua cabeça!!) As pessoas são quentes (novamente em todos os aspectos possíveis!), a cidade, as idéias, a cultura, as festas, os bares... tudo. Tudo emana calor por aqui. 
Eu voltei por que preciso concluir o meu curso (Design), voltei por que não conseguiria ficar mais tempo longe dos meus, voltei com medo de como seria esse retorno. E foi bom, já estou aqui há 3 meses. Pude viver um dos melhores carnavais da minha minha vida, já me estressei, já fui roubada, já fui beijada, já adotei uma cadelinha, já tive aula na faculdade, já fiquei bebinha... To curtindo, da maneira que a cidade, e toda a sua diversidade, me permitem viver. Tudo bem diferente do que eu vivi, lá longe, têm coisas que são melhores, têm coisas que são bem piores, mas a gente vai se adaptando, e tolerando, e planejando a próxima partida (por que não?!).


Lendo os posts antigos (para me contextualizar) ví que havia comentado de alguém, por quem eu fui apaixonada (isso, eu fui), ele ficou lá, na cidade fria, não veio, e terminamos. Eu não tenho a menor dúvida de que Deus sabe o que faz.


Acho que o texto já ta bem grandinho, mas é quase aquela redação de volta às aulas, cheia de histórias pra contar. Agora que meus amigos, e conhecidos lerão esse blog, peço que comentem, curtam, dêem pitacos, por que tenho muita gente querida que não mora pertinho e acho que esse espaço será a nossa ponte...


Amo de verdade, muitos dos que estão longe, e dos que estão aqui bem pertinho de mim.


Beijos e até uma próxima miudeza. o/

30 de julho de 2010

(Im)Paciência

To gorda, chata, impaciente, anciosa, inquieta... Nada me satisfaz. A saudade de casa ta doendo.
E os amigos que fiz aqui são poucos...

E agora?

Vou contar uma historinha aqui:
"Quando eu era criança, tinha tipo uns 12/13 anos, aconteceu uma fatalidade no prédio que minha
madrinha morava (um menino se jogou do 15º andar). -Não eu não vou me jogar de lugar nenhum!-
ela morava no 5º, eu sei que foi uma coisa horrorosa (eu não estava lá quando isso aconteceu) minha madrinha conta que foi um barulho muito forte... enfim, vamos ao que eu quero contar de fato.
Depois desse ocorrido, minha madrinha juntou os sobrinhos e o filho (que é só um ano mais novo que eu) para conversarmos, e esclarecer pras crianças (nós!) porque que essas coisas acontecem. Ela usou uma ótima metáfora, ela disse mais ou menos assim:

-A nossa cabeça, os nossos sentimentos são como as coisas que a gente come. Quando a gente come alguma coisa ruim, que a gente não gosta, isso vira cocô e a gente tem que por pra fora, se não põe, a gente passa mal e fica com dor. Esse menino (o que se jogou lá), com certeza tinha muita coisa ruim dentro dele que ele não colocou pra fora, por isso ele "passou mal", ele devia estar com muita dor. Então, sempre que vocês (nós, crianças!) tiverem alguma coisa ruim dentro de vocês botem pra fora, façam esse cocô sair de alguma forma, não deixem que comece a doer, combinado?!-

Nossa, vou levar essa lição do cocô pro resto da minha vida!" =)

Hoje encaro esse blog, quase como um vaso sanitário, to fazendo meus cocôs aqui, pra ver se essas coisas param de ser tão indigestas.
Ainda to com um pouco de "azia e má digestão" mas fiquem tranquilhos, nada está doendo. É muito difícil eu deixar que as coisas cheguem ao estágio da dor.

Ps.: Lá no começo falei que aqui tenho poucos amigos, que fique claro que isso não significa que não são bons amigos, acho que é uma das melhores safras de amigos que eu já tive. ;)

21 de julho de 2010

Voltando...

Após uma semana completamente atípica, cá estou com a cabeça fervilhando de pensamentos. Depois de tantas conversas com pessoas que eu não via há muito tempo, e com novas pessoas também. Minha casa ainda está de pernas pro ar, as roupas custam a secar, não durmo na minha cama des do ultimo post, mas a pesar de toda essa bagunça sinto que agora minha vida vai tomar um rumo, de verdade, um rumo. Vamos por partes agora:

Encontros:
Confesso que tinha um certo medo do que poderia ser "despertado" em mim ao reencontrar certas pessoas, mas felizmente, o encarei como uma irmã preocupada, cuidadosa, nada além disso, nada! (Feliz!)
Tive a confirmação de que sou muito apaixonada por quem já está ao meu lado, nossa como eu sou apaixonada por ele!

Amigos:
Ai, tão bom poder abraçar de novo um irmão, poder conversar besteira, rir, rir, mas rir muito dentro do carro com piadas bobas, com o jeito de falar, com os nossos gostos gastronômicos... Tão bom ter certas pessoas ao meu lado, mesmo que separados por muitos quilômetros. 
E é tão bom também conquistar novas amizades, eu me sinto tão bem quando encontro pessoas especiais no meu caminho, e isso também aconteceu essa semana.

Sentimentos:
Nunca pensei que ficaria solidária á algumas pessoas, por que quando estive no lugar deles eu fui julgada, cobrada, pressionada até chorar (Foi em outro tempo, mas a gente não esquece né?). Pois bem agora eu fui maior, eu enfiei o pé na lama junto, eu chorei junto, eu cuidei deles, me preocupei de verdade, me senti como uma deles, e eu acho que isso é ser grande.
Eles não vão mudar, vão chorar sem que ninguém veja, vão perceber que não deveriam ter cobrado dos outros como cobraram, por que dessa vez foi com eles... Bom eu acredito que todos vão tirar uma boa lição de tudo que vivemos nessa semana que passou.

No mais, eu to com muita saudade da minha familia, ai, saudade de doer.


Até. o/


Gripei! :/

Despertei me percebendo, olhando para o que estou sentindo e para a forma que experimento o que estou sentindo... (aff! Cabeçuda demais! Sim...