Preciso compartilhar que estou feliz, de verdade, gosto de saber que "que não estou só", sabe como é? De escrever, ser lida, e receber mensagens de incentivo. De verdade, estou muito grata, e muito feliz! =)
Hoje eu sentei aqui na frente do computador, e sempre gosto de ler, fuçar, estudar... Ouvindo música e, não me recordo bem como, me reencontrei com a Janelle Monae (Linda, Diva, Maravilhosa...), já conheço seu trabalho, e como nada nessa vida é por acaso, ouvir sua música neste momento teve sua relevância...
Compartilho hoje, aqui no Miudezas, esse clipe (que de miúdo não tem NADA!):
A atuação dela é impecável, o clipe é de uma beleza sem igual, e a letra... (eu também disponibilizo nesse link: letras.ms/74w6 )
Me peguei pensando hoje, naquele papo que todo mundo ouve, ou conversa entre amigos, pelo menos uma vez na vida... O papo de "o que os outros pensam sobre mim e blablabla..." E quando pensei nisso, me veio imediatamente uma frase que aprendi (e inclusive, foi questão de prova!) na faculdade (de psicologia) que diz assim:
"Eu sou o que penso que sou.
Eu sou o que os outros pensam que sou.
Eu sou o que penso que os outros pensam que sou."
~Desconheço a autoria, talvez meus amigos psicólogos possam ajudar.~
Facetas de mim. Fotografia realizada para um projeto da faculdade de Design, 2007.1.
Estive pensando, outro dia, nas memórias que nos aguçam os sentidos (ou seria o contrário?)...
Pensei nisso em virtude do ano que acabou, 2013 não foi um ano muito fácil, teve seus méritos, sem duvidas, mas não foi fácil. Em 2013 eu (minha família) tivemos algumas perdas significativas, rupturas ocorreram (em especial no segundo semestre), e diante destes processos me pego refletindo sobre, como cada um reage diante de um "estímulo" que nos faz recordar das pessoas e/ou situações vividas, entende?
Conversando com alguns amigos já percebi que tem gente que, por exemplo, não pode ouvir "aquela" música, ou ir "aquele" lugar, e aí não consegue conter suas emoções diante da violência em que a memória se apresenta.
E observando e percebendo como isso se processa em mim, apenas um sentindo me desestabiliza...
Não sei se foram as (poucas) experiências que já tive nessa vida, ou minha parcela aquariana, ou se caracterize por um traço de personalidade mesmo, sei lá, podem ser tantas as explicações, o fato é que, pode tocar a música que dancei na minha festa de 15 anos com meu tio que faleceu, posso ir à sorveteria que ia com um grupo de amigos que hoje já não é tão presente, posso encontrar a coleira do meu cachorro que morreu durante a adolescência, posso ler a dedicatória no caderno do colégio, comer a comida típica da cidade em que morei, rever as fotos, reencontrar a família do ex... Dificilmente me abalo, sabe? A recordação existe, claro, mas não caio na melancolia, no choro, no desespero de não possuir mais aquilo (ou aquele), ou no sentimento de "nunca mais vou viver isso", ou na confusão de pensamentos...
Agora, percebes que deixei de mencionar um sentido?!...
Quer saber o que "quebra minhas pernas"? (Sim, por que eu tenho um ponto fraco neste contexto!).
O café é um caso curioso que eu tenho, não tomo, o sabor não me agrada, mas o cheiro... Ah o cheiro...
O Cheiro. Não sei por que, e talvez nem queira saber, o olfato me instiga, assim como me abala, sentir um perfume familiar, o cheiro da comida, da casa, da roupa, da pele... Memorizo de um jeito muito especial, e talvez por isso, sentir um cheiro familiar me invade de tal forma que mal consigo descrever.
O mais doido é que, eu penso que esse é o jeito mais forte de se reviver algo (talvez isso não ocorra com todo mundo, mas entenda...)
Por que você escolhe ir a sorveteria que ia com os amigos, você escolhe reler cadernos, rever pessoas, comer tais comidas, mas o cheiro não pede licença, ele chega, ele passa, ele invade...
E quando eu me dou conta, já estou revisitando sentimentos, vontades, memórias... É uma criatura que passa usando o mesmo perfume de seu tio, é uma roupa lavada que tem o aroma das roupas de cama da casa de seus avós, é o café do vizinho que te faz revisitar a infância sem que você estivesse preparado para isso, é o cheiro da pele (que você sente em sí próprio e se confunde ~ esse cheiro é meu, ou é o cheiro do corpo dele que ficou mim?)...
Pois bem, eu poderia passar o resto da noite divagando neste texto o quanto os aromas, cheiros, perfumes, me intrigam, instigam e invadem, mas antes de finalizar quero mencionar que o cheiro também cura.
Sim, eu não estou doida, á quase dois anos conheci a Aromaterapia, e esta tem, de verdade, me ajudado muito, inclusive em processos alérgicos crônicos que me acometiam durante meus momentos de inquietação, mas vou deixar para falar desta descoberta mais pra frente.
No mais, sou grata a você que leu até aqui esse relato bem particular, e fique à vontade para relatar que sentido mais mexe com você, sou curiosa... ;)
Um forte abraço!
Ps: Hoje vou deixar um vídeo que contempla muito bem essa questão do Cheiro, para mim. Além de ser um dos clipes mais sensíveis que já assisti nessa vida.
Me colaram no tempo, me puseram
uma alma viva e um corpo desconjuntado. Estou
limitado ao norte pelos sentidos, ao sul pelo medo,
a leste pelo Apóstolo São Paulo, a oeste pela minha educação.
Me vejo numa nebulosa, rodando, sou um fluido,
depois chego à consciência da terra, ando como os outros,
me pregam numa cruz, numa única vida.
Colégio. Indignado, me chamam pelo número, detesto a hierarquia.
Me puseram o rótulo de homem, vou rindo, vou andando, aos solavancos.
Danço. Rio e choro, estou aqui, estou ali, desarticulado,
gosto de todos, não gosto de ninguém, batalho com os espíritos do ar,
alguém da terra me faz sinais, não sei mais o que é o bem
nem o mal.
Minha cabeça voou acima da baía, estou suspenso, angustiado, no éter,
tonto de vidas, de cheiros, de movimentos, de pensamentos,
não acredito em nenhuma técnica.
Estou com os meus antepassados, me balanço em arenas espanholas,
é por isso que saio às vezes pra rua combatendo personagens imaginários,
depois estou com os meus tios doidos, às gargalhadas,
na fazenda do interior, olhando os girassóis do jardim.
Estou no outro lado do mundo, daqui a cem anos, levantando populações…
Me desespero porque não posso estar presente a todos os atos da vida.
Onde esconder minha cara? O mundo samba na minha cabeça.
Triângulos, estrelas, noites, mulheres andando,
presságios brotando no ar, diversos pesos e movimentos me chamam a atenção,
o mundo vai mudar a cara,
a morte revelará o sentido verdadeiro das coisas.Andarei no ar.
Estarei em todos os nascimentos e em todas as agonias,
me aninharei nos recantos do corpo da noiva,
na cabeça dos artistas doentes, dos revolucionários.
Tudo transparecerá:
vulcões de ódio, explosões de amor, outras caras aparecerão na terra,
o vento que vem da eternidade suspenderá os passos,
dançarei na luz dos relâmpagos, beijarei sete mulheres,
vibrarei nos cangerês do mar, abraçarei as almas no ar,
me insinuarei nos quatro cantos do mundo.
Almas desesperadas eu vos amo. Almas insatisfeitas, ardentes.
Detesto os que se tapeiam,
os que brincam de cabra-cega com a vida, os homens “práticos”…
Viva São Francisco e vários suicidas e amantes suicidas,
os soldados que perderam a batalha, as mães bem mães,
as fêmeas bem fêmeas, os doidos bem doidos.
Vivam os transfigurados, ou porque eram perfeitos ou porque jejuavam muito…
viva eu, que inauguro no mundo o estado de bagunça transcendente.
Sou a presa do homem que fui há vinte anos passados,
dos amores raros que tive,
vida de planos ardentes, desertos vibrando sob os dedos do amor,
tudo é ritmo do cérebro do poeta. Não me inscrevo em nenhuma teoria,
estou no ar,
na alma dos criminosos, dos amantes desesperados,
no meu quarto modesto da praia de Botafogo,
no pensamento dos homens que movem o mundo,
nem triste nem alegre, chama com dois olhos andando,
sempre
em transformação.
~Murilo Mendes~
~
Sou grata a uma linda flor, que me presenteou com esse poema e com sua amizade. =)
Boa tarde, Hoje trago um combinado de mensagens que chegaram até mim e que soam como uma conspiração...
Resolvi compartilha-las por que penso que eu também posso promover "conforto" para alguém que precise neste momento.
A primeira mensagem, eu lí num link de uma conhecida distante que compartilhou antes das festividades de fim de ano: Leis de sucesso: - Lembre-se de quem você é. - Saia da sua zona de conforto. Confie na seqüência dos fatos. - Seus medos são os únicos impedidores que de verdade o desviam do seu sagrado caminho. - Sua vida é única. Você é único. - Retorne para si mesmo. Este é o chamado de 2014. - Leia e leve a sério as suas sensações. São elas que sempre lhe darão o caminho correto a seguir. - Se sentir que algo não é bom não faça, não vá. Se sentir que é bom, confie, flua. - Pensamentos posteriores, quando desviantes, sempre vêm impregnados de crenças disfuncionais. São baseados no medo da não sobrevivência. - A sua intuição é o seu anjo da guarda. Sempre. Essa mensagem constava num site de auto-ajuda (http://somostodosum.ig.com.br), mas achei bem pertinente tais leis de sucesso. ~ A mensagem seguinte, eu recebi de um irmão (desses que a gente escolhe, sabe?) que mora longe, mas que cada vez que nos encontramos temos a certeza de que estamos sempre juntos, e ele me mandou essa mensagem (de celular) depois de uma conversa que tivemos sobre os processos de encerramento e renovação, e todas essas coisas que envolvem todo esse "ritual" de mudanças de ciclos (não só referente à virada de ano)... A mensagem era mais ou menos assim (não vou reproduzi-la integralmente porque envolvem acontecimentos particulares, que não vem ao caso): "Você pode lidar com a escolha do outro com a mesma dor do dia em que recebeste a notícia, ou pode lidar como um presente. Um 2014 mais livre de expectativas. Um ano novo de mais amor próprio e paixões avassaladoras... No meio disso, você pode chorar. Aproveita que tens com quem conversar quando precisar." (Amo tanto os amigos que tenho!) ~ A terceira mensagem que trago, eu lí numa página de psicologia do facebook mas que fez MUITO sentido na hora que eu pus os olhos nela, praticamente um mantra para mim: "Não sou mais a mesma Eu não mudei apenas o cenário e os meus personagens: Eu mudei a mim, mudei meus hábitos e comportamentos. Decidi seguir adiante, me lançar no desconhecido. Nada, ninguém me pertence, mas muitos me interessam. Nisso encontrei minha libertação..." ~Marla de Queiroz~ (Não me perguntem quem é Marla de Queiroz, não faço ideia, só fui contemplada com sua sensibilidade.) ~ Por fim, até por que já me estendi demais, uma simples frase que tem mudado a minha maneira de encarar tudo... Essa mensagem eu ouvi de um Querido amigo, que sempre me coloca diante de mim mesma, e me faz voltar pra casa intrigada... "Você precisa de muito menos que isso para ser feliz, filha." ~Claudius~ ~ Bem, é isso. Bom fim de semana (não devo escrever no fim de semana, mas se rolar, eu apareço aqui.), muita paz. Obs.: Ah! Eu me coloco a disposição para conversas, dúvidas, comentários, sugestões, a cerca do blog. Sugestão de Leitura: Enquanto escrevia, só me veio a mente um livro chamado "Eu sou o mensageiro...", que lí já tem alguns anos. Como ele ficou tão insistente em minha mente, resolvi indica-lo.
Beijo!
Mais de um ano sem aparecer, na verdade quase dois anos sem dar as caras por aqui. Muitas coisas, muitas coisas aconteceram... Porém elas não vem ao caso neste momento.
O que acontece é que, reveion (tá errado, eu sei, mas gosto de escrever assim. Beijo.) passou, 2013 acabou, e um novo ciclo se inicia...
Hoje, ao acessar meu e-mail para uma faxina básica, me deparei com a mensagem a seguir, e esta me despertou uma vontade muito prazerosa de voltar a escrever nesta página, em transforma-la, reutiliza-la, torna-la veículo de mensagens como esta.
Para contextualizar: Um dos meus objetivos para este novo ano é viajar, muito, para longe, para perto, o quanto puder (ultima viagem que fiz foi em 2011 ~ chorei. ~ Vindo de um ritmo de 5 anos com no mínimo 2 viagens por ano! ~ Nunca saí do país. ~).
E refletir sobre o peso de minhas bagagens (principalmente diante desta viagem que realizamos desde do instante que nos tornamos "vida"), se fez bem pertinente neste momento, me identifiquei muito com o texto, inclusive com a maneira de escrever.
Espero que para quem ler, também sirva como um "despertar".
~
O peso que a gente leva... O perigo da viagem mora nas malas. Elas podem nos impedir de apreciar a beleza que nos espera. Experimento na carne a verdade das palavras, mas não aprendo. Minhas malas são sempre superiores às minhas necessidades. É por isso que minhas partidas e chegadas são mais penosas do que deveriam. Ando pensando sobre as malas que levamos... Elas são expressões dos nossos medos. Elas representam nossas inseguranças. Olho para o viajante com suas imensas bagagens e fico curioso para saber o que há dentro das estruturas etiquetadas. Tudo o que ele leva está diretamente ligado ao medo de necessitar. Roupas diversas; de frio, de calor – o clima pode mudar a qualquer momento! – remédios, segredos, livros, chinelos, guarda chuva – e se chover? –, cremes, sabonetes, ferro elétrico – isso mesmo! – Microondas? – Comunique-me, por favor, se alguém já ousou levar. O fato é que elas representam nossas inseguranças. Digo por mim. Sempre que saio de casa levo comigo a pretensão de deslocar o meu mundo. Tenho medo do que vou enfrentar. Quero fazer caber no pequeno espaço a totalidade dos meus significados. As justificativas são racionais. Correspondem às regras do bom senso, preocupações naturais para quem não gosta de viver privações. Nós nos justificamos. Posso precisar disso, posso precisar daquilo... Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos. Já imaginou chegar ao aeroporto carregando o colchão para ser despachado? As perguntas são muitas... E se eu tiver vontade de ouvir aquela música? E o filme que costumo ver de vez em quando, como se fosse a primeira vez? Desisto. Jogo o que posso no espaço delimitado para minha partida e vou. Vez em quando me recordo de alguma coisa esquecida, ou então, inevitavelmente concluo que mais da metade do que levei não me serviu pra nada. É nessa hora que descubro que partir é experiência inevitável de sofrer ausências. E nisso mora o encanto da viagem. Viajar é descobrir o mundo que não temos. É o tempo de sofrer a ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence. E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo. Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com desejo de amar ainda mais o meu território. É consequência natural que faz o coração querer voltar ao ponto inicial, ao lugar onde tudo começou. É como se a voz identificasse a raiz do grito, o elemento primeiro.
Vida e viagens seguem as mesmas regras. Os excessos nos pesam e nos retiram a vontade de viver. Por isso é tão necessário partir. Sair na direção das realidades que nos ausentam. Lugares e pessoas que não pertencem ao contexto de nossas lamúrias... Hospitais, asilos, internatos.. . Ver o sofrimento de perto, tocar na ferida que não dói na nossa carne, mas que de alguma maneira pode nos humanizar. Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa. Não tenha medo das ausências que sentirá. Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu. Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro.
Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.
~
Obs.: No e-mail que recebi, constava como sendo de autoria do Pe. Fábio de Melo, não conheço a veracidade desta informação, nem os trabalhos do Padre, mas deixo aqui registrada minha gratidão pela mensagem ao autor.
E para quem encarou ler até aqui, meu muito obrigada também.
Eu e a minha mania de escrever aqui e esquecer nos rascunhos... Esse é do dia 16 de Dezembro de 2011.
"Essa semana fez um ano que voltei de Curitiba pro Recife, e faz uma semana que me formei, concluí o meu curso. É engraçado olhar os meus posts de um ano atras... Como as coisas mudam, mudam muito! Há um ano atras, eu queria terminar logo o meu curso para voltar imediatemente para Curitiba. Terminei, e agora? ... Não vou negar que a vontade de voltar pra lá ainda tá aqui, porém com bem menos intensidade."
Aí eu vou terminar hoje, dia 19 de Março de 2012.
Talvez por que eu esteja namorando, talvez por que estou assumindo novos compromissos com meus valores, talvez por que aqui eu tenho amigos muito especiais, talvez por que eu não queira admitir que lá eu tenho mais possibilidades de carreira (o que não passa de uma suposição) e tenha que abrir mão da minha comodidade... Eu não estou permitindo que essa possibilidade tome conta de mim. A realidade é que se eu for pesar (e eu tenho medo de fazer isso) os prós e os contras de voltar para lá, onde eu fui tão feliz, tão próspera, eu não seja justa comigo mesma... Tudo não passa de devaneios...
O fato é que, hoje eu espero mais de mim, e não sei se sou capaz de atender as minhas próprias expectativas. (Dá pra entender?)
Oremos por dias melhores para todos nós.
Que assim seja.
Beijos, e boa semana.
Segue uma dica de som que ajuda a acalmar e refletir: The Piano Guys !